Domingo, 25 de Outubro de 2009
Projecto: 23-10-2009

Actividade de Projecto de Dissertação de 23-10-2009

 

Quem serão os participantes no meu estudo? Como serão seleccionados?

Que dados necessito para o meu estudo?

Como vou recolher os dados para o meu estudo? Que instrumentos preciso de adaptar/criar/validar e aplicar?

 

Os participantes no meu estudo serão, sobretudo, indivíduos da comunidade de ensino superior portuguesa que lidam com as tecnologias de videoconferência. Serão estes que se constituirão como o grupo de indivíduos a partir do qual obterei informação.

Serão seleccionados após o contacto efectuado com as várias instituições de ensino superior portuguesas tentando constituir-se uma amostragem que tenha a maior probabilidade possível de representatividade da comunidade académica portuguesa que utiliza as tecnologias de videoconferência.

 

Apesar de ainda não ter uma definição do Modelo de Análise e mesmo de uma definição segura e definitiva do problema desta investigação penso que poderei avançar com algumas ideias sobre os dados que irei necessitar.

Assim, penso que irei necessitar de recolher a mais variada informação sobre a utilização das tecnologias de videoconferência nas instituições de ensino superior, como os equipamentos existentes, onde estão alojados, desde quando os equipamentos estão disponíveis, a frequência e tipologia de usos, o grau de satisfação face ao uso, os aspectos positivos e aspectos negativos na utilização, se o meio corresponde às expectativas e obter sugestões de estratégias de utilização das tecnologias de videoconferência.

 

Relativamente à forma de recolher os dados para o meu estudo e quais os instrumentos de recolha de dados (apesar de ainda não ter uma definição do Modelo de Análise e respectivos indicadores) provavelmente serão utilizados instrumentos que serão, sobretudo, da responsabilidade dos participantes. Instrumentos esses que serão, sobretudo, questionários, checklists, escalas de atitude ou inventários.

Estes instrumentos serão utilizados se existir, sobretudo, a colaboração dos contactos técnicos das instituições de ensino superior seleccionadas, e dos vários elementos dos Focus Groups seleccionados.

 

A utilização de instrumentos de recolha de dados da responsabilidade do investigador está ainda dependente da ocorrência de situações laboratoriais que permitam desenvolver, por exemplo, grelhas de observação, escalas de avaliação ou outros.




Projecto: 16-10-2009

Actividade  da cadeira de Projecto de Dissertação de 16-10-2009

 

Qual a metodologia que, neste momento, considero mais adequada para o meu projecto de investigação? Porquê?

 

Penso que um método científico que englobe as 5 etapas básicas de identificar um problema ou questão, clarificar o problema, determinar a informação necessária (e como a obter), organizar a informação e interpretar os resultados será a forma mais adequada de implementar o meu projecto de investigação.

 

Inerente a esta metodologia está a forma de obtenção de informação que deverá passar pela consulta de especialistas, pela revisão de livros e artigos, pela inquirição e observação de colegas e pela análise da minha própria experiência.

 

Muito provavelmente esta metodologia terá um objectivo descritivo, cujas fontes de dados circunscrever-se-ão a actividades de campo e de pesquisa bibliográfica. Ainda restam muitas dúvidas sobre a possibilidade de concretizar uma ou várias situações laboratoriais como parte dessas fontes de dados.

Assim, o procedimento de recolha de dados irá circunscrever-se apenas, muito provavelmente, à pesquisa documental, à pesquisa bibliográfica, a levantamentos e pesquisas experimentais.




2ª Reunião

2ª Reunião com Orientadora

 

Realizou-se no passado dia 16 de Outubro a 2ª reunião de orientação com a Profª Lídia Oliveira.

Nesta reunião presencial fiquei com muitas dúvidas sobre a viabilidade de juntar ao estudo da utilização das tecnologias de videoconferência o tema da Educação.

 

Pareceu-me que deverei abordar com muito cuidado eventuais Estratégias ou Modelos de utilização da videoconferência no contexto educativo e provavelmente será mais viável avançar com um conjunto de Boas Práticas na utilização da videoconferência.

 

Pareceu-me também que será inevitável compreender o potencial de utilização destas tecnologias e realizar essa compreensão a partir do seu uso.

 

Se enveredar de uma forma aprofundada pela área da Educação é praticamente inevitável focar simplesmente na área do Ensino Superior.

Ainda na componente de Educação será, muito provavelmente, importante tentar percorrer um caminho que permita questionar as diferenças entre ensino com e sem videoconferência, que permita perceber quais os novos factores que o ensino por videoconferência traz e, também, o que traz de diferente.

 

Neste esforço de focalização da investigação poderá tornar-se viável:

- Desenhar uma estratégia de potencialização do uso da videoconferência no ensino superior;

- Realizar um conjunto de recomendações para que o uso tenha uma melhor recepção;

 

Nesta reunião verifiquei também que poderá ser muito interessante abordar os Formadores e Formandos que realizaram aulas ou sessões por videoconferência e verificar o que foi positivo e menos positivo.

 

Relacionado com este aspecto de recolha de dados está esta forma de obtenção de informação que se denomina como "Focus Groups". Foi recomendada a procura de leitura sobre este conceito porque, muito provavelmente, será um método a utilizar na minha investigação durante a recolha de dados. A reunião de formadores e formandos para relatar as experiências que tiveram e obter uma sistematização desta informação será, portanto, um provável caminho a percorrer.

 

Neste âmbito foi-me recomendado também que poderá ser interessante procurar alguma leitura sobre Teorias da Comunicação e Teorias da Recepção.

 

Novamente relacionado com a componente de recolha de dados e informações foi novamente recomendada uma abordagem junto da Universidade Aberta para tentar perceber como incorpora a videoconferência na sua formação e o grau de importância que atribuem a esta tecnologia.

 

Ainda relacionada com a componente de recolha de dados percebeu-se a importância dos Contactos Técnicos das várias instituições de ensino superior e da importância de torná-los colaboradores neste processo de investigação. Muito provavelmente, será distribuído um documento/questionário junto destes na qual se deverá tentar obter um conjunto de aspectos importantes como: finalidade de uso; frequência de uso; se o meio corresponde às expectativas; perceber a necessidade de outra estratégia; etc.

 

Assim, para além destes Contactos Técnicos (que permitem uma percepção real da utilização), da FCCN e da utilização de Focus Groups (ex: Professores e Estudantes) poderão estar praticamente definidos as fontes principais de recolhas de dados (em campo) em Portugal.




Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009
Seminário: 9-10-2009

Actividade da cadeira de Seminário de 9-10-2009: Afinidades de investigação

 

Relativamente à actividade proposta na última aula de Seminário penso que poderá ser interessante, no meu caso pessoal, acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos de alguns colegas de mestrado devido a algumas afinidades temáticas.

Embora não pareça haver uma relação directa entre as suas temáticas e a minha penso que existem pequenos pontos em comum que se podem, de alguma, cruzar ao longo das nossas investigações. Assim, destacava os seguintes projectos:

Ana Sofia GeitosoConteúdos E-Learning

Neste projecto, serão sobretudo as componentes de Educação, Auto-Aprendizagem e os novos Paradigmas da Aprendizagem que podem vir a constituir-se como assuntos interessantes para a minha investigação.

Hugo Monteiro - Ensino & Motion Graphics

Mais uma vez é a componente de Ensino deste projecto que poderá ser interessante acompanhar e que pode enriquecer a minha investigação.

Nuno Veloso - Augmented Reality Based on Natural Features

Mais uma vez, será a componente de potenciação da comunicação associada ao processo de ensino/aprendizagem deste projecto que poderá constituir-se como um assunto interessante de acompanhar.

 




Domingo, 4 de Outubro de 2009
Seminário: 2-10-2009

Actividade da cadeira de Seminário de 2-10-2009

 

ACTIVIDADE:

 

Sugestão de links e recursos importantes já encontrados.

O que já se fez de relevante na minha área de investigação? (3 exemplos justificados)

Quais os resultados mais importantes da investigação produzida?


Sugestão de links e recursos importantes já encontrados:

Know-how e Rede de Videoconferência da FCCN

A FCCN (Fundação para a Computação Científca Nacional) tem vindo a prestar junto da comunidade académica portuguesa um conjunto de serviços de banda larga no âmbito do áudio e do vídeo através da implementação de sistemas difusão de vídeo.

Internet 2 Commons
Esta organização promove cursos de formação internacionais na área das tecnologias de videoconferência, disponibiliza a utilização de equipamentos de videoconferência (Figura 4), recursos técnicos e um largo apoio de consultadoria na área das tecnologias de videoconferência.

Vide
Em torno desta organização, desenvolve-se uma comunidade de especialistas e utilizadores na área da videoconferência, streaming de vídeo, acesso a recursos de vídeo, desenvolvimento de boas práticas e disponibilização de vários recursos na área da videoconferência.

Internet2's Arts and Humanities Initiatives & TERENA
Esta organização apoia os membros da Internet2 na criação e desenvolvimento de sinergias entre tecnologias de rede de alta performance e aplicações na área das artes e humanidades.

Research Channel Internet2 Working Group
A experiência em redes avançadas de comunicação é a base dos membros deste grupo.

H.323 Forum
Esta organização abrange todos os interessados na investigação da tecnologia H.323. Trata-se da tecnologia que suporta a maioria dos sistemas de videoconferência dedicados.

 


O que já se fez de relevante na minha área de investigação? (3 exemplos justificados)

Quais os resultados mais importantes da investigação produzida?

3 Exemplos:

New learning modes in the production of presence – distance education techniques for education
SPONBERG H., KNDSEN C. J.S., and HANDBERG L. (2001). New learning modes in the production of presence – distance education techniques for education, ICDE Proceedings, 20th World Conference on Open Learning and Distance Education, Dusseldorf, Germany, 2001, ISBN 3-934093-01-9

Este artigo demonstra que é possível atingir um alto nível de sensação de presença à distância usando ferramentas de hardware e software pouco complexas e relativamente baratas. No entanto, neste artigo verifica-se que não é suficiente ter as ferramentas e que é necessário também saber utilizá-las. Percebe-se na análise efectuada a este artigo que para  ter sucesso na transmissão da mensagem ou na manutenção do processo de comunicação que produza uma sensação de presença, é necessário entender que capacidades são necessárias. Para tal foi analisado o curso “Networking Multimedia” organizado pelo Gjovik College, na Noruega.

A investigação foi baseada na análise e avaliação de um grande número de gravações vídeo de exames realizados e em questionários realizados entre estudantes. Os exames realizados variavam entre jogos, lições interactivas, performances musicais interactivas que se combinavam com videoconferências e múltiplos controlos remotos de PC’s.

 


Comparison of student reactions in traditional and videoconferencing courses in training and development

FURST-BOWE, J. A., (1997). Comparison of student reactions in traditional and videoconferencing courses in training and development. International Journal of Instructional Media, 24, (3), 197-206

 

Neste artigo é analisado um estudo para avaliar as reacções de alunos de pós graduação a um curso efectuado por videoconferência em oposição a um curso oferecido da forma tradicional. Este curso foi ministrado em duas partes. Uma parte a 28 estudantes num local convencional do campus e outra parte com 12 estudantes em quatro cidades diferentes através de videoconferência. Cada parte obedecia ao mesmo estilo de ensino, à mesma avaliação e aos mesmos projectos. Os estudantes preencheram formulários de avaliação que cobriam cinco áreas principais: a preparação do formador, os métodos de apresentação, a utilização de tempo em aula, a comunicação formador-estudante e os métodos de avaliação.

A informação obtida mostrou que os estudantes que frequentaram o curso via videoconferência ficaram tão satisfeitos como os estudantes que tiveram o formador presencialmente e ficaram muito satisfeitos com esta nova possibilidade de frequentar um curso. Os resultados indicaram que um aspecto muito importante para o sucesso do ensino à distância via videoconferência é que o formador deve estar bem treinado nesta tecnologia, deve demonstrar capacidades de apresentação, deve criar oportunidades para a interacção, deve conceber materiais de apoio pedagógico apropriados e usar os vários media de uma forma eficaz. Consequentemente, verificou-se que pode haver a necessidade de dedicar mais tempo na preparação das aulas que são dadas por videoconferência.

 

The Quality of Teaching and Learning via videoconferencing

KNIPE, D., LEE, M., (2002). The quality of teaching and learning via videoconferencing. British Journal of Educational Technology, 33, (3), 301-312

 

Este artigo debruça-se sobre a preocupação que existe na qualidade do ensino e da aprendizagem usando a videoconferência. Qualidade essa que pode ser mais baixa no ensino e aprendizagem realizados na sala de aula tradicional. O estudo de 10 semanas que é analisado neste artigo investigou as actividades na sala de aula e os resultados cognitivos entre um grupo de 66 estudantes de Mestrado (45 eram estudantes locais e 21 eram estudantes remotos). Verificou-se que os estudantes locais receberam mais informação e esclarecimentos nas aulas, mais material de apoio pedagógico, efectuaram mais trabalhos de grupo e apresentações do que os estudantes remotos.

Os estudantes locais também relataram um alto nível de aprendizagem em 10 das 15 categorias cognitivas. Neste artigo desenvolve-se uma discussão sobre possíveis razões sobre estas diferenças, incluindo a importância do acesso físico ao formador e os sentimentos de isolamento que emanam da falta do contacto do olhar com o formador. Entre várias conclusões, afirma-se neste artigo que a qualidade do ensino e da aprendizagem não é a mesma num curso efectuado via videoconferência. No entanto, conclui-se também que o meio por si mesmo não é inteiramente responsável por essa baixa qualidade: a inexperiência, a má preparação, a falta de planeamento e um mau treino por parte do fornecedor do curso podem ter influência.

 




Sábado, 3 de Outubro de 2009
Projecto: 2-10-2009

Actividade da cadeira de Projecto de 2-10-2009

 

Porque escolhi a temática?

Escolhi esta temática porque estou a desenvolver a minha actividade profissional nesta área, nomeadamente, desempenhando funções de gestão técnica do Serviço de Videoconferência da U.PORTO. No âmbito desta ocupação desenvolvo várias actividades de aplicação das tecnologias de videoconferência no ensino superior, consultadoria, investigação e formação interna nesta área específica.

Esta escolha está também relacionada com o crescente interesse em perceber as melhores práticas de utilização pedagógica deste género de tecnologia devido à integração deste Serviço na unidade de Novas Tecnologias na Educação da U.PORTO.
Qual a pergunta de partida da minha investigação?
Como deve ser estruturado um curso de formação por videoconferência?

Qual o melhor método para criar um curso de formação por videoconferência?

Que título daria, neste momento, à minha investigação?

1ª Opção: Videoconferência e Educação

2ª Opção: Estruturação Pedagógica na Utilização das Tecnologias de Videoconferência

3ª Opção: Videoconferência como Ferramenta Pedagógica

Neste momento, o que sei que não consigo realizar, o que poderei realizar e o que não faço ideia como realizar?

Neste momento ainda não sei o que não vou conseguir realizar. Sei que poderei realizar uma investigação ao nível nacional e mesmo com uma perspectiva internacional na área das tecnologias de videoconferência e, sobretudo, no seu uso pedagógico. No entanto, não faço ideia como poderei realizar esta investigação numa perspectiva que englobe simultaneamente a tecnologia/equipamentos e a estruturação pedagógica sem realizar apenas um mero levantamento de casos de estudo e sem que a necessária focalização em dado momento desta investigação elimine essa possibilidade.




.Tema
As Tecnologias de Videoconferência no Ensino Superior Público Português: Boas Práticas e Tendências
.Âmbito
Dissertação de Mestrado do Curso de Comunicação Multimédia, ramo Audiovisual Digital da Universidade de Aveiro
.Autor
Samuel Martins | Cria o teu cartão de visita

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.Ano Lectivo
2009/2010
.Orientadora
Lídia Oliveira
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